Danielle BritoFONOAUDIÓLOGA

Escuta · Orienta · Possibilita

Clareza para cuidar em momentos delicados

Orientação para famílias e profissionais que acompanham pessoas com doenças graves. Informação clara sobre alimentação, deglutição, comunicação e as decisões difíceis de cada etapa do cuidado.

Dra. Danielle Brito de jaleco, braços cruzados, no consultório
Dra. Danielle BritoFonoaudióloga · CREFONO 2-9127
TrajetóriaDesde 1997cuidando de pessoas com dificuldade para comer, engolir e se comunicar
FormaçãoDoutoraem Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação e mestre em Saúde Coletiva pela Unicamp
Pesquisa107 vozesespecialistas de todo o Brasil validaram a ferramenta de decisão criada no seu doutorado
Obra5 livrosde referência em disfagia e cuidados paliativos com capítulos de sua autoria

Para famílias · O caminho do cuidado

Cada fase pede um tipo de cuidado

Encontre a etapa que você está vivendo agora. Em cada uma, explicamos o que costuma acontecer, o que ajuda e o que vale conversar com a equipe de saúde.

  1. Quando a notícia chega

    O diagnóstico de uma doença grave

    Cuidados paliativos não são apenas para o fim da vida. A Organização Mundial da Saúde recomenda que comecem já no diagnóstico de uma doença grave, junto com os demais tratamentos.

    Este é o melhor momento para conversar sobre o que importa para a pessoa: seus valores, seus medos, o que ela gostaria ou não de viver se a doença avançar. Essas conversas ficam muito mais difíceis quando a comunicação já está comprometida.

    O que ajuda agora

    • Conversar sobre preferências de cuidado enquanto a pessoa pode se expressar
    • Escolher um representante de confiança para as decisões de saúde
    • Registrar as diretivas antecipadas de vontade no prontuário

    Pergunte à equipe

    • Como a doença pode afetar a deglutição e a fala?
    • Quando vale uma avaliação fonoaudiológica?
    • Quem acompanha a família nesse caminho?
  2. Na internação e na UTI

    O paciente crítico

    Na terapia intensiva as decisões precisam ser rápidas. Ainda assim, a escolha sobre como a pessoa vai se alimentar deve ser individual e compartilhada.

    A equipe avalia o estado de alerta, a capacidade e o desejo de mastigar, engolir e tossir, e o funcionamento do trato digestivo. A sonda pode ser necessária por um tempo, enquanto o quadro ainda é incerto. Mas ela deve ter um objetivo claro e ser reavaliada sempre que a condição da pessoa mudar.

    O que a família precisa saber

    • A família deve ser ouvida e esclarecida sobre riscos e benefícios
    • A decisão final é compartilhada entre equipe, paciente e família
    • Uma decisão tomada hoje pode ser revista amanhã

    Pergunte à equipe

    • Qual é o objetivo da sonda neste momento?
    • Por quanto tempo ela deve ser usada?
    • Quando vamos reavaliar essa decisão?
  3. Depois da alta

    O cuidado em casa

    Em casa, a refeição volta a ser um momento de convivência. Pequenos ajustes deixam esse momento mais seguro e mais tranquilo para todos.

    Posição, consistência dos alimentos, ritmo da oferta e higiene da boca fazem diferença real no risco de engasgos e de pneumonia. Nem toda tosse é um problema, e nem todo engasgo significa que a pessoa precisa parar de comer pela boca. O importante é saber o que observar.

    O que ajuda no dia a dia

    • Oferecer as refeições com a pessoa bem sentada e alerta
    • Respeitar a consistência orientada pela fonoaudióloga
    • Cuidar da higiene da boca e das próteses todos os dias
    • Dividir as tarefas entre os cuidadores

    Sinais para observar

    • Tosse ou voz molhada durante e depois de comer
    • Refeições cada vez mais longas e cansativas
    • Perda de peso ou febre sem causa aparente
    • Recusa de alimentos que antes eram aceitos
  4. Dra. Danielle Brito mostra um guia de alimentação segura a uma paciente idosa
    Orientar é traduzir o que é técnico em algo que a família consegue fazer em casa.
  5. Quando a doença avança

    Alimentação de conforto

    Quando a meta deixa de ser nutrir e passa a ser confortar, a comida muda de papel. Alimentar também é comunicar amor.

    A alimentação de conforto é a oferta cuidadosa pela boca, na consistência, na qualidade e na quantidade que trazem bem-estar, sem a preocupação de atingir metas de calorias. Em algumas situações, a família e a equipe podem escolher comer e beber com riscos reconhecidos: aceitar um risco conhecido para preservar o sabor, o prazer e a convivência.

    Nas demências avançadas, por exemplo, a sonda costuma trazer agitação, necessidade de contenção e perda do contato com os sabores. A alimentação assistida com calma pela boca pode ser o cuidado mais adequado.

    O que ajuda

    • Oferecer os sabores preferidos em pequenas porções
    • Comer junto, sem pressa, conversando
    • Respeitar quando a pessoa diz que não quer mais

    Pergunte à equipe

    • A dificuldade é disfagia, falta de apetite ou recusa?
    • Quais riscos estamos aceitando e por quê?
    • Como deixar a boca confortável?
  6. Os últimos dias

    Quando a pessoa deixa de comer

    Perto do fim da vida, o corpo vai reduzindo suas funções e deixa de sentir fome e sede. É uma forma natural de conforto, não um abandono.

    Muitas famílias sentem que estão deixando a pessoa passar fome. Não estão. A hidratação artificial nessa fase é uma decisão médica, tomada caso a caso, e pode trazer mais desconforto do que alívio. O cuidado que continua importando é manter a boca úmida e confortável, e estar presente.

    O que ajuda

    • Umedecer a boca com gaze ou esponja úmida
    • Oferecer lascas de gelo, se a pessoa aceitar
    • Hidratar os lábios
    • Falar, tocar, estar perto

    Para lembrar

    • Não comer, nessa fase, não causa sofrimento
    • A boca seca merece atenção diária
    • O amor continua sendo oferecido de outras formas

A pesquisa por trás da orientação

Decidir juntos, com informação clara

No doutorado pela Unicamp, a Dra. Danielle criou e validou uma ferramenta que explica, em linguagem simples, as opções de alimentação e hidratação quando a saúde está gravemente comprometida. Com ela, pacientes e famílias entendem vantagens e desvantagens de cada caminho e participam da decisão com mais segurança.

107especialistas de 11 profissões e das 5 regiões do país
94%de concordância média na validação
2×mais escolhas pela alimentação só pela boca após conhecer a ferramenta
Pela boca

Escolhida em nome da qualidade de vida, do prazer de comer e de não prolongar o sofrimento.

Artificial

Escolhida por segurança e pela preocupação com desnutrição e desidratação.

Mista

Sonda para garantir o aporte e a boca para manter o prazer, ao mesmo tempo.

Temas de orientação

O que as famílias mais perguntam

Conteúdos organizados pelos assuntos que aparecem todos os dias no consultório, no hospital e em casa.

Disfagia

O que é a dificuldade para engolir, como reconhecer e como tornar a refeição mais segura.

Sondas e decisões

Quando a alimentação artificial ajuda, quando reconsiderar e como participar da escolha.

Alimentação de conforto

Comer pelo prazer e pela convivência quando nutrir deixa de ser o objetivo.

Demências

Recusa, esquecimento de mastigar, engasgos e o cuidado nas fases avançadas.

AVC e doenças neurológicas

Reabilitação com metas realistas: reduzir sequelas e aprender a conviver com elas.

Comunicação

Como manter o vínculo quando a fala e a compreensão ficam comprometidas.

Boca e conforto

Higiene oral, boca seca e cuidados simples que previnem dor e infecção.

Cuidar de quem cuida

Culpa, cansaço e a divisão das tarefas entre familiares e cuidadores.

Materiais de orientação

Informação que acolhe, para levar para casa

Guias, livretos e cursos escritos para serem lidos em momentos difíceis: linguagem simples, base científica e respeito às escolhas de cada família.

Guia gratuito10 coisas que toda família precisa saber sobre alimentação em cuidados paliativosPara ler antes da próxima conversa com a equipe
GratuitoPDF

O ponto de partida: respostas às dúvidas mais comuns sobre fome, sede, engasgos e sondas.

E-bookGuia prático da alimentação segura na disfagiaPosição, consistências e sinais de alerta
Em preparaçãoFamílias e cuidadores

O passo a passo para oferecer as refeições com mais segurança no dia a dia.

LivretoAlimentar também é comunicar amorA alimentação quando a vida se aproxima do fim
Em preparaçãoFamílias

Para as famílias que sentem culpa quando o familiar deixa de comer.

FerramentaDecidir juntosA ferramenta de apoio à decisão em versão para famílias
Em preparaçãoPacientes e famílias

As opções de alimentação e hidratação explicadas lado a lado, para a conversa com a equipe.

KitCuidar em casaGuia, livreto e roteiro de perguntas para a equipe
Em preparaçãoFamílias e cuidadores

Os materiais reunidos para quem acaba de levar o familiar de volta para casa.

CursoDisfagia e decisões em cuidados paliativosFormação para profissionais de saúde
Em preparaçãoProfissionais

Avaliação, alimentação de conforto e tomada de decisão compartilhada na prática clínica.

Para profissionais e instituições

Formar equipes que decidem junto

Dra. Danielle Brito escuta uma paciente idosa e faz anotações

Hospitais, instituições de longa permanência, serviços de atenção domiciliar e equipes multiprofissionais podem levar esse conhecimento para a rotina.

Cursos e formação

Disfagia, alimentação de conforto e decisões sobre alimentação e hidratação em condições graves de saúde.

Palestras e congressos

Participação em simpósios, congressos e eventos científicos sobre cuidados paliativos, disfagia e reabilitação paliativa.

Treinamento de equipes

Capacitação prática para equipes de UTI, enfermarias, instituições de longa permanência e atenção domiciliar.

Linhas de cuidado e protocolos

Apoio na organização de fluxos de alimentação em cuidados paliativos, com base na pesquisa de mestrado e doutorado.

Materiais para as famílias

Guias e livretos para a equipe entregar às famílias atendidas, com linguagem clara e base científica.

Obra e pesquisa

Livros, capítulos e pesquisa

Autora de capítulos nos principais tratados e manuais brasileiros de disfagia e cuidados paliativos, publicados por Manole, Thieme Revinter, Atheneu com a ANCP e Summus.

Dra. Danielle Brito à mesa com os livros de que é autora de capítulos
Ciência e humanidade caminhando juntas.
Livro Cuidados Paliativos no Paciente Crítico, 2ª edição, Manole, aberto no sumário com o capítulo 35 destacado

Manole · HC-FMUSP · 2ª edição, 2023

Cuidados Paliativos no Paciente Crítico

Cap. 35 Tomada de decisão quanto à via de alimentação e hidratação do paciente crítico elegível aos cuidados paliativos

Com Cristina Terzi · Editora: Sabrina Corrêa da Costa Ribeiro

Livro Tratado de Disfagia ao Longo da Vida, Thieme Revinter

Thieme Revinter

Tratado de Disfagia ao Longo da Vida

Cap. 80 Cuidados paliativos: alimentação e hidratação no final da vida

Com Alessandra Rischiteli Bragança Silva e Tamyris dos Santos Gonçalves · Org.: Eliézia Alvarenga e Giovana Dall’Oglio

Manual de Cuidados Paliativos na Atenção Primária e Atenção Domiciliar, Atheneu e ANCP, aberto no capítulo 41

Atheneu · ANCP

Manual de Cuidados Paliativos na Atenção Primária e Atenção Domiciliar

Cap. 41 Gerenciamento da disfagia, fala e linguagem

Com Alessandra Rischiteli Bragança Silva e Isabella Carolina Santos Bicalho · Org.: Renata Meiga, Caroline Silveira e Kamila Vieira

Livro Reabilitação Paliativa, Summus Editorial, aberto no sumário com o capítulo 18 destacado

Summus Editorial

Reabilitação Paliativa: Terapia Ocupacional e Interprofissionalidade

Cap. 18 Atenção nutricional e fonoaudiológica em reabilitação paliativa

Com Tamyris dos Santos Gonçalves e Alessandra Rischiteli Bragança Silva · Org.: Marysia De Carlo, Cristiane Gomes-Ferraz e Gabriela Rezende

Abertura do capítulo 80, Cuidados paliativos: alimentação e hidratação no final da vida
“Paliar é proteger. É uma forma de cuidado que tem como objetivo amenizar a dor e o sofrimento físico, psicológico, social e espiritual.”Tratado de Disfagia ao Longo da Vida, cap. 80
  • 2024
    Alimentação e hidratação nas condições graves de saúde: validação de uma ferramenta de apoio à decisãoTese de doutorado · Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp
  • 2021
    Cuidados paliativos: contribuição da fonoaudiologiaCap. 11 em Fundamentos e Práticas em Fonoaudiologia, vol. 3 · Thieme Revinter · com Regina Yu Shon Chun
  • 2017
    A atenção hospitalar como elo da Rede de Atenção à Saúde nos cuidados paliativos: proposta de linha de cuidadoDissertação de mestrado · Faculdade de Ciências Médicas, Unicamp
Retrato da Dra. Danielle Brito de pé, sorrindo, no consultório
CREFONO 2-9127

Sobre

Dra. Danielle Brito

Fonoaudióloga desde 1997, dedica sua carreira às pessoas que enfrentam doenças graves e às famílias que cuidam delas.

Formada pela PUC-Campinas, é mestre em Saúde Coletiva e doutora em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Sua pesquisa de doutorado resultou em uma ferramenta de apoio à decisão sobre alimentação e hidratação, validada por especialistas de todo o país.

Atua com disfagia, reabilitação neurológica, demências e cuidados paliativos. Fundou a PaliCare Reabilitação, integra o Comitê de Fonoaudiologia da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e a Comissão Nacional de Fonoaudiologia da ABRAz, e é convidada frequente de congressos e simpósios da área.

Informações imparciais sobre riscos, benefícios e opções de alimentação e hidratação são fundamentais para a tomada de decisão compartilhada. Da tese de doutorado, Unicamp, 2024
UnicampPUC-CampinasANCPABRAzPaliCare Reabilitação

Para ler com calma

Perguntas que chegam todos os dias

Respostas curtas para as dúvidas mais frequentes das famílias. Elas não substituem a avaliação da equipe que acompanha o seu familiar.

Fim de vidaMeu familiar não quer mais comer. Ele vai sofrer?

Quando uma doença grave avança, é comum que o apetite diminua e que a pessoa aceite cada vez menos comida. Perto do fim da vida, o corpo reduz suas funções e deixa de sentir fome e sede. Não é sofrimento; é uma forma natural de o corpo se proteger.

Insistir, nessa fase, pode causar engasgos, náusea e desconforto. O que ajuda é oferecer pequenas porções dos sabores preferidos, quando a pessoa desejar, e cuidar para que a boca fique sempre úmida e limpa.

Converse com a equipe se a recusa for repentina: ela pode ter outras causas, como dor, feridas na boca ou efeitos de medicamentos.

DecisõesA sonda é sempre a opção mais segura?

Não necessariamente. A sonda pode salvar vidas em situações agudas, quando a pessoa não está alerta para comer e ainda há incerteza sobre a recuperação. Mas ela não elimina o risco de pneumonia por aspiração e, em algumas condições, como as demências avançadas, pode trazer agitação, necessidade de contenção e a perda do prazer de comer.

A melhor escolha depende do diagnóstico, da história de vida e das preferências da pessoa. Por isso a decisão deve ser compartilhada entre a equipe, o paciente e a família, e revista sempre que a condição mudar.

DisfagiaEngasgos frequentes: quando se preocupar?

Tossir ao comer, pigarrear muito, ficar com a voz molhada depois de engolir ou demorar cada vez mais nas refeições são sinais de que a deglutição pode estar alterada. Isso se chama disfagia e pode acontecer depois de um AVC, nas demências, na doença de Parkinson e em muitas outras condições.

Uma avaliação fonoaudiológica identifica o que está acontecendo e orienta ajustes de posição, de consistência e de ritmo que tornam a alimentação mais segura, sem tirar o prazer de comer.

ReabilitaçãoDepois do AVC, a fala e a deglutição voltam ao normal?

Cada pessoa evolui de um jeito. Muitas recuperam parte importante das funções com a reabilitação, principalmente nos primeiros meses. Em outros casos, algumas limitações permanecem.

O objetivo da reabilitação é reduzir as sequelas ao máximo e ajudar a pessoa e a família a conviver com o que ficar, com segurança e qualidade de vida. Metas realistas evitam frustração e ajudam a valorizar cada conquista.

Cartas de cuidado

Orientação que chega no seu tempo

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Presente de boas-vindasO guia "10 coisas que toda família precisa saber sobre alimentação em cuidados paliativos".

Contato

Onde encontrar

A agenda clínica é limitada. Para palestras, cursos e parcerias com instituições, fale pelo Instagram.

AtendimentoInstituto Vimos · Av. Almeida Garret, 1242
Parque Taquaral, Campinas, SP
TambémAtendimento domiciliar e online
Instagram@fono.danibritto
RegistroCREFONO 2-9127